Aedes aegypti: 88% das cidades pernambucanas estão em situação de risco elevado para a transmissão.

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Após um ano epidêmico para dengue, chikungunya e zika, Pernambuco tem apresentado uma redução no...

Após um ano epidêmico para dengue, chikungunya e zika, Pernambuco tem apresentado uma redução no número de casos dessas arboviroses. Essa queda está entre 91% a 96%, quando comparados com os dados de 2016. Mesmo com essa diminuição, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) está vigilante, pois os casos não estão reduzindo como seria esperado para este período do ano. Além disso, de acordo com o último Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), que monitora a quantidade de imóveis com a presença de larvas do mosquito Aedes aegypti,  88% das cidades pernambucanas estão em situação de risco elevado para a transmissão das arboviroses.

Para debater o tema e encontrar alternativas para chamar a atenção do público sobre a importância de manter a vigilância contra o mosquito Aedes aegypti, a SES reúne-se com integrantes do Comitê de Mobilização Social de Controle e Prevenção às Arboviroses nesta terça-feira (11.07), a partir das 13h, no auditório da sua sede, no bairro do Bongi.
Durante o evento, serão debatidas alternativas para melhor gestão dos resíduos sólidos, que podem se tornar em potenciais criadouros do mosquito. São chamados de resíduos sólidos todos os restos sólidos ou semi-sólidos das atividades humanas ou não-humanas, que, embora possam não apresentar utilidade para a atividade para a qual foram gerados, podem virar insumos para outras atividades.
“De forma complementar às atividades executadas pelo setor de saúde, faz-se relevante também a priorização das ações de mobilização social intersetorial para  uma melhor gestão e descarte dos resíduos sólidos. Contamos com apoio das instituições parceiras para atingir o maior número de pessoas possíveis para essa ação, somando esforços de conscientização e sensibilização para toda sociedade. Com isso, podemos colaborar cada vez mais com a redução de criadouros vulneráveis à proliferação de mosquitos vetores de doenças, contribuindo, dessa forma, com a redução da incidência das arboviroses”, diz a gerente do Programa de Controle das Arboviroses da SES, Claudenice Pontes.
Além da apresentação dos dados do Estado, haverá mostra das secretarias de Meio Ambiente do Recife e do Estado e do Consórcio Público dos Municípios da Mata Sul Pernambucana (Comsul), todos apresentando suas atividades para gestão de resíduos sólidos.
A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) abordará o panorama da Política Nacional de Resíduos Sólidos e os desafios da gestão dos resíduos em Pernambuco, além do processo de construção dos Planos Intermunicipais de Resíduos Sólidos (PIRS), que estão em andamento sob a coordenação dessa Secretaria. Serão apresentadas, também, as atualizações do Projeto Relix, voltado para os catadores, e do Manual de Destinação, que apontam pontos de coleta e cooperativas para descarte dos resíduos.
Para a analista da Semas, Adriana Dornelas, “estamos trabalhado na orientação e no apoio ao cidadão e aos municípios sobre a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos, apoiando o planejamento, ordenamento e melhoria dos serviços, entre eles, eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti”.
O evento será transmitido por videoconferência para todas as Gerências Regionais de Saúde (Geres) do Estado.
DADOS – Entre 1º de janeiro e 8 de julho, foram notificados, em Pernambuco 9.597 casos de dengue (1.772 confirmados), 2.791 de chikungunya (706 confirmados) e 420 de zika (sem confirmações). Também foram notificados 58 óbitos, sendo 1 confirmado por dengue.
Em relação ao Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), 99 municípios estão em situação de risco para as arboviroses, 64 em situação de alerta e 19 em situação satisfatória. Outras duas localidades não informaram os dados (Tracunhaém e Venturosa).
“Apesar da redução de casos, precisamos ficar atentos para a possibilidade de uma epidemia de chikungunya em regiões que não apresentaram muitas ocorrências da doença em 2016, como nas Gerências Regionais de Salgueiro, Petrolina, Ouricuri, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada. Além disso, precisamos frisar que há quatro sorotipos de dengue diferentes, além da zika, e pessoas que ainda estão sensíveis ao adoecimento”, diz Claudenice Pontes. (Secretaria de Saúde de Pernambuco)

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