Candidatos denunciam irregularidades em concurso público de Petrolina

Candidatos que participaram de um concurso público aplicado no último domingo (8), em Petrolina, denunciaram uma série de irregularidades que, segundo eles, comprometeram a legalidade do certame. As reclamações envolvem desde divergências entre o conteúdo cobrado na prova e o previsto em edital até falhas graves na organização e na segurança durante a aplicação. “O edital previa um conjunto amplo de assuntos, principalmente em Língua Portuguesa e Matemática, mas a prova se concentrou quase exclusivamente em interpretação de texto. Em Português, dos 12 conteúdos previstos, praticamente só isso foi cobrado. Em Matemática, apenas dois temas apareceram, apesar de o edital prever dez”, relatou um candidato.

Além das questões pedagógicas, os relatos apontam problemas de segurança. “Havia candidatos com celular dentro da sala de prova, o que fere regras básicas e compromete a igualdade de condições”, denunciou outro participante. O candidato ainda relatou que embora o cartão-resposta previsse a coleta de impressão digital, o procedimento não teria sido adotado em todas as salas. “Em algumas salas a digital foi coletada, em outras não. Isso é tratamento desigual e compromete a validade do processo”, afirmou.

A situação mais crítica teria ocorrido na na Escola Anete Rolim – onde, segundo os relatos, não houve assinatura de lista de presença, conferência de envelope lacrado, confirmação da entrega do gabarito nem coleta de biometria. “Ninguém assinou nada. Isso pode, inclusive, desclassificar todos que estavam nessa sala”, disse um dos participantes.

Atrasos também foram pontos de crítica nos relatos, além de relatos de desorganização. “A prova foi entregue depois do horário previsto, não pediram para verificar se o malote estava lacrado e os aplicadores não tinham orientação. Foi muita desordem. Para muitos, foi o pior concurso da história de Petrolina”, completou. Os participantes cobram apuração rigorosa dos fatos e providências por parte dos órgãos responsáveis, para garantir transparência, legalidade e respeito aos princípios que regem os concursos públicos. A redação encaminhou a demanda aos órgãos responsáveis.

Fonte: Carlos Britto

Everaldo

Licenciado em Física pelo Instituto Federal do Sertão Pernambucano e em Matemática, pela Faculdade Prominas - Montes Claros. Jornalista registrado sob o número 6829/PE, o blogueiro Everaldo é casado com a Pedagoga Amanda Scarpitta e pai de duas filhas, Kassiane e Kauane. O foco principal do blog é informação com responsabilidade e coerência, doa a quem doer!

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