Flávio Bolsonaro discursa nos EUA, cita escândalos do Mensalão, Lava Jato, INSS e Banco Master, mas omite políticos do PL envolvidos nos escândalos e que a fraude do INSS começou em 2019

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dedicou parte do discurso que fez nesta terça-feira (7), na audiência nos Estados Unidos sobre a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros, a fazer críticas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e ataques a governos do presidente Lula e do PT.
Durante pronunciamento feito em inglês, Flávio repetiu argumentos que apresentou em uma manifestação enviada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) na semana passada.
Sobre a questão da corrupção no Brasil citada em investigação do USTR que propõe a aplicação de tarifas contra o Brasil, Flávio disse que esse tema é um dos maiores “desafios enfrentados pelo povo brasileiro”.
Na sequência, o pré-candidato do PL disse que os casos de corrupção apurados no Brasil tem “responsáveis identificáveis”. E citou os escândalos do Mensalão, da Lava Jato, de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master, como exemplos.
Flávio Bolsonaro disse que esses casos ocorreram em governos liderados pelo PT. O senador não mencionou, contudo, o suposto envolvimento de políticos do PL, partido ao qual é filiado, no Mensalão e na Lava Jato.
Também não disse que o esquema de fraudes no INSS teria começado, segundo as investigações da Polícia Federal, em 2019 – na gestão Jair Bolsonaro e continuado na atual gestão de Lula.
Flávio também não citou, no pronunciamento feito na audiência nos EUA, as mensagens e reuniões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, em que tratou do financiamento milionário do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
Ainda em relação a essa temática, Flávio Bolsonaro disse que o Brasil viveu quatro anos (2019-2022) sob a presidência de seu pai “sem um único grande escândalo de corrupção”.
Na gestão Bolsonaro, a Polícia Federal investigou, por exemplo, um suposto esquema de desvio de verbas da educação, em uma operação na qual um ex-ministro da Educação chegou a ser preso.
