A mesma politicagem de Temer: Bolsonaro exonera Tereza e Onyx e promete emendas aos deputados que votarem em seu candidato

Quem não lembra quando o ex-presidente Michel Temer pediu para os ministros que são deputados reassumirem os mandatos e participarem, assim, da votação da câmara dos deputados? Quem não lembra dos R$ 15 bilhões que Temer distribuiu aos deputados aliados, antes de votação? Pois bem, Bolsonaro vai no mesmo caminho.
Preocupado com um provável impeachment, o presidente Jair Bolsonaro disse com todas as letras que vai interferir na votação do novo presidente da Câmara dos Deputados, em busca de apoio para o seu candidato, Arthur Lira do PP. O presidente Jair Bolsonaro exonerou, nesta sexta-feira (29), os ministros Tereza Cristina (Agricultura) e Onyx Lorenzoni (Cidadania). Deputados federais pelo DEM, eles foram afastados temporariamente dos cargos para votar na eleição à presidência da Câmara. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a interferência do Palácio do Planalto na eleição para a Mesa Diretora da Casa, que ocorrerá no próximo dia 1º de fevereiro. Segundo ele, o governo tem feito promessas de emendas orçamentárias aos parlamentares que não serão cumpridas, em razão do teto de gastos e da crise fiscal do País.
“É um alerta aos deputados e deputadas que a intenção do presidente é transformar o Parlamento num anexo do Palácio do Planalto, o que enfraquece o mandato de cada deputado e deputada e o protagonismo da Câmara nos debates com a sociedade”, disse Maia ao alertar que o governo não tem maioria no Congresso e quer formar maioria apenas para o processo eleitoral.
A Câmara dos Deputados realiza nesta segunda-feira (1º), a partir das 19h, a eleição da Mesa Diretora que vai conduzir as atividades da Casa neste biênio (2021-2022). Nove deputados já lançaram candidatura à presidência da Câmara


