João Campos é o candidato mais rejeitado na disputa pelo governo de Pernambuco; em sete meses, a rejeição de Campos aumentou nove pontos, aponta Datafolha

A primeira pesquisa Datafolha depois do início oficial da campanha traz uma mudança qualitativa para a eleição de Pernambuco. Raquel Lyra (PSD) não apenas continua à frente de João Campos (PSB). Pela primeira vez, aparece na liderança fora da margem de erro, com 47% das intenções de voto contra 40% do adversário. Ivan Moraes (PSOL) tem 1%. A distância de sete pontos oferece à governadora uma vantagem que ainda não havia sido detectada pelo instituto nesses termos.

O Datafolha também trouxe um alerta para João. A rejeição do socialista chegou a 32%, o maior percentual dele na série de 2026, enquanto a de Raquel permaneceu em 29%. A rodada atual não mostra crescimento de Raquel. Mostra algo eleitoralmente tão importante quanto: capacidade de perder menos que o adversário. Ela oscilou um ponto para baixo, João perdeu dois e a vantagem aumentou.

O dado mais negativo para João está na rejeição. Em fevereiro, apenas 23% diziam que não votariam nele de jeito nenhum, contra 31% de Raquel. Em abril, os números eram 25% e 29%. A inversão aconteceu em maio, quando João chegou a 29% de rejeição e Raquel foi para 25%. Em julho, ele marcou 30% e ela, 29%. Agora, João alcança 32% de menções negativas, enquanto a governadora permanece com 29%.

Em sete meses, a rejeição de João cresceu nove pontos. A de Raquel caiu dois. A distância, que no começo do ano era de oito pontos contra a governadora, agora é de três pontos contra o socialista. Os dois ainda estão tecnicamente empatados nesse quesito, mas as trajetórias são opostas.

O momento da piora torna o resultado mais significativo. A pesquisa foi realizada na primeira semana da campanha, período em que João passou a se mostrar com mais ênfase como candidato, elevou o tom das críticas ao governo e começou a apresentar propostas. Era o momento em que sua exposição deveria ampliar o espaço para crescer. O primeiro efeito medido foi uma queda de dois pontos nas intenções de voto e uma rejeição no maior nível do ano. Não é um bom sinal.

Uma pesquisa não determina a necessidade de abandonar uma estratégia. Mas, se as próximas rodadas confirmarem a tendência, ajustes pontuais talvez sejam insuficientes. João poderá precisar de uma guinada total na estratégia inicial, revendo o tom das críticas, a forma de apresentar a mudança e a proporção entre a exposição de suas propostas, a associação com Lula e os ataques à governadora.

JC

Everaldo

Licenciado em Física pelo Instituto Federal do Sertão Pernambucano e em Matemática, pela Faculdade Prominas - Montes Claros. Jornalista registrado sob o número 6829/PE, o blogueiro Everaldo é casado com a Pedagoga Amanda Scarpitta e pai de duas filhas, Kassiane e Kauane. O foco principal do blog é informação com responsabilidade e coerência, doa a quem doer!

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