Câmara de Vereadores de Lagoa Grande custa aos cofres públicos mais de 2 milhões de reais por ano.

A Câmara de Vereadores é uma instituição importantíssima para qualquer município. Suas cadeiras são ocupadas pelos representantes políticos mais próximos à comunidade: os vereadores, eleitos principalmente pela capacidade de interlocução e liderança em determinados bairros e comunidades.

Além de levar demandas da comunidade ao Poder Executivo, mantendo diálogo permanente com secretários, superintendentes e outros gestores, o vereador deve cumprir o papel fiscalizador das ações e decisões emanadas do Prefeito. Sem falar no papel de legislador e promotor de debates sobre temas de interesse da comunidade, fazendo com que os munícipes tenham participação ativa nas políticas públicas.

Quanto mais os vereadores cumprem suas atribuições, mais tornam-se importantes para a população, que passa a sentir que efetivamente está sendo representada no legislativo municipal.

Em Lagoa Grande, já há alguns anos, a Câmara de Vereadores vem sendo alvo de críticas e objeções por parte da comunidade, justamente por dar demonstrações de distanciamento entre o que se espera da Casa e o que, de fato, é prioridade entre os vereadores.

Politicamente, a Câmara de Vereadores de Lagoa Grande vive há várias legislaturas o monopólio do grupo ligado aos prefeitos das respectivas legislaturas, formando sempre maioria para a bancada da situação. Nesse contexto, grande parte dos vereadores não se dispõe a cumprir aquela que é uma das suas principais obrigações: fiscalizar e moderar as ações e decisões do Poder Executivo Municipal. A base dessa lógica está situada, principalmente, nos cargos distribuídos pelos prefeitos aos vereadores.

Só para você ter uma ideia, os vereadores atuais da oposição, na gestão do prefeito Dhoni Amorim eram da situação. Já os da situação nessa legislatura eram da oposição. Ou seja, quem faz a blitz de fiscalizações hoje, não podia fazer lá atrás e quem não pode fazer hoje, fazia quando era oposição. Com isso, os eleitores é quem mais sofrem, a cidade fica estagnada, sem poder se desenvolver.

Por outro lado, os custos para manter a boa vida dos 11 vereadores e de todos os funcionários é bem alto. Em 2019 por exemplo, a Despesa Liquidada da Câmara de vereadores foi de R$ 2.351.100,10 (dois milhões, trezentos e cinquenta e um mil, cem reais e dez centavos). Todo esse valor foi usado para manutenção da casa. Mais da metade, R$ 1.270.817,66 foi despesa de vencimentos e vantagens fixas, sendo mais claro, pagamentos da folha. R$ 217.388,00 para diárias dos 11 vereadores e servidores, R$ 212.156,27 para verba de representação do presidente e Pagamento por Quilômetro Rodado (PQR). Os valores citados acima pelo blog do Everaldo correspondem a 72,3%, ou seja, R$ 1.699.845,32. (Veja tabela abaixo)

É muito caro bancar a Casa Zeferino Nunes, mas tudo é legal perante a lei, por isso, a população espera mais ações e menos politicagem dos parlamentares. 2020 é ano eleitoral, e você eleitor tem não mãos o poder de tirar e botar. A imprensa mostra a transparência dos gastos dos vereadores, mas é você quem decide o titular da cadeira.

Veja quanto custou a Câmara de vereadores de Lagoa Grande nos últimos dois anos:

  • 2019 foram R$ 2.351.100,10 e o gestor de toda essa verba era o presidente, o vereador Josafá Pereira.
  • 2018 foram R$ 2.114.048,38 e a gestora de toda essa verba era a presidente, a vereador Iara Evangelista.

Everaldo

Licenciado em Física pelo Instituto Federal do Sertão Pernambucano. Professor de matemática e física do Ensino fundamental e médio da rede estadual de Pernambuco. Jornalista registrado sob o número 6829/PE, o blogueiro Everaldo é casado com Amanda Scarpitta e tem como foco: informação com responsabilidade e coerência.

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