Polícia Federal volta os holofotes para contratos públicos da prefeitura do Recife e amplia desgaste político de João Campos

A deflagração, nesta terça-feira (02/06) da Operação Check-in pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, colocou novamente a Prefeitura do Recife no centro de uma investigação sobre possíveis irregularidades em contratos públicos. A operação apura a atuação de uma suposta organização criminosa especializada em corrupção de agentes públicos, desvio de recursos e fraudes licitatórias envolvendo contratos firmados com a administração municipal. Segundo a PF, os fatos investigados estão relacionados a contratos de terceirização de mão de obra e envolvem recursos que somam aproximadamente R$ 25,8 milhões.

De acordo com os investigadores, a apuração teve início após a apreensão de documentos durante a Operação Firenze, que investiga fraude em licitações, lavagem de capitais e organização criminosa entre os anos de 2021 e 2024. Segundo essa investigação, as empresas teriam recebido quase 900 milhões de reais. Foi a partir desse material, que surgiu indícios de pagamento de vantagens indevidas a agente público municipal por empresa contratada pela prefeitura da capital Pernambucana.

Embora a investigação esteja em fase inicial e ainda não haja condenações ou responsabilizações definitivas, o caso produz inevitáveis reflexos políticos. O Recife é a principal vitrine administrativa do PSB em Pernambuco e foi governado por João Campos, hoje pré-candidato ao Governo do Estado e presidente nacional do partido.

O surgimento de mais uma investigação envolvendo contratos públicos ligados à gestão do PSB na capital pernambucana amplia o desgaste para o grupo político socialista, especialmente porque o discurso de eficiência administrativa sempre ocupou posição central na narrativa construída João Campos e seus aliados ao longo dos últimos anos.

Para especialistas, em período pré-eleitoral os constantes escândalos envolvendo a gestão do PSB na capital Pernambucana, cria um ambiente de desconfiança por parte do eleitor. Nos últimos meses, João Campos enfrentou forte repercussão negativa após uma série de episódios amplamente divulgados pela imprensa. Entre eles, destacou-se o caso conhecido como “fura-fila da Procuradoria”, que gerou questionamentos sobre a reclassificação de um candidato ao cargo de procurador municipal, inicialmente aprovado em 63º lugar e posteriormente alçado à primeira posição em uma lista específica. O episódio provocou críticas e contestação de candidatos e entidades, enquanto a Prefeitura do Recife afirmou que o procedimento ocorreu dentro da legalidade.

NOTA OFICIAL DA POLÍCIA FEDERAL

A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União, deflagrou, nesta terça-feira (2/6), a Operação Check-in, com a finalidade de reprimir a atuação de organização criminosa especializada na corrupção de servidores públicos, no desvio de recursos públicos e em fraudes licitatórias em contratos celebrados com a Prefeitura do Recife.

As investigações, iniciadas em 2026 após apreensão de canhotos de cheques no âmbito da Operação Firenze, apontam para o pagamento de vantagem indevida a agente público da Prefeitura do Recife por parte de empresa contratada pelo município. Os desvios teriam ocorrido em contratos de terceirização de mão de obra, no exercício de 2020.

Os valores repassados pela prefeitura da capital pernambucana à empresa investigada, em 2020, somaram cerca de R$ 25,8 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 17 milhões foram custeados com recursos federais. Ademais, a empresa investigada já mantinha relação contratual com a PCR em exercícios anteriores ao de 2020, o que levanta a possibilidade de o prejuízo ao erário ser ainda mais robusto.

Ao todo, 32 policiais federais e 2 auditores da Controladoria-Geral da União dão cumprimento a 8 mandados de busca e apreensão nos municípios pernambucanos de Recife, de Jaboatão dos Guararapes e de Cabo de Santo Agostinho.

Os investigados poderão responder por crimes de corrupção passiva e ativa, organização criminosa, fraude em licitação ou contrato e lavagem de capitais.

Comunicação Social da Polícia Federal em Pernambuco

Everaldo

Licenciado em Física pelo Instituto Federal do Sertão Pernambucano e em Matemática, pela Faculdade Prominas - Montes Claros. Jornalista registrado sob o número 6829/PE, o blogueiro Everaldo é casado com a Pedagoga Amanda Scarpitta e pai de duas filhas, Kassiane e Kauane. O foco principal do blog é informação com responsabilidade e coerência, doa a quem doer!

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