Aliança PSB e PT em Pernambuco poderá ser decisiva para reeleição de Paulo Câmara

Prego batido e ponta virada

Lula recebeu em São Paulo o governador Paulo Câmara, a viúva Renata Campos e o chefe de gabinete de Paulo Câmara, João Campos. Uma imagem vale mais do que mil palavras. Se havia qualquer dúvida quanto a aliança entre PT e PSB, essa dúvida não existe mais.

A estratégia acertada de Paulo Câmara ao se aliar ao PT

No jogo de xadrez para as eleições de outubro, o governador Paulo Câmara avançou algumas casas na sua estratégia de buscar o segundo mandato com a definição de que o PT integrará a Frente Popular nas eleições deste ano. O primeiro ponto foi garantir para o projeto o importante tempo de televisão do partido, que independentemente do que venha a ocorrer com o MDB, permite ao governador um palanque eletrônico consistente para defender a continuidade do seu governo. No caso de Marília Arraes, estava óbvio que se ela se materializasse como candidata poderia se tornar um fenômeno difícil de ser brecado, “cortar o mal pela raiz” foi um movimento muito acertado por parte do Palácio.

Outro fator é a presença de João Paulo na chapa majoritária, que se mostrou osso duro de roer tanto em 2014 quando foi derrotado somente aos 45 do segundo tempo na disputa pelo Senado, quanto em 2016 no ápice do desgaste do PT ele foi ao segundo turno  para prefeito do Recife e mesmo perdendo a disputa saiu com uma expressiva votação na capital. Ter João Paulo na majoritária ajuda a fortalecer Paulo Câmara no principal colégio eleitoral de Pernambuco que é a capital Recife.

O último fator e talvez o mais importante é a presença de Lula que mesmo não podendo ser candidato, ainda goza de um grande prestígio entre os pernambucanos, tê-lo no palanque ajudará a impulsionar a candidatura de Paulo Câmara nos grotões, ainda que na metropolitana possa haver perda de apoios, quando colocado na balança, é óbvio que Lula mais garante votos do que tira. Basta ver as últimas eleições em Pernambuco, Lula e o PT sempre obtiveram expressivos resultados no estado. A prova inequívoca foi em 2014 quando mesmo Paulo Câmara tendo sido eleito com quase 70% dos votos e decidido apoiar Aécio Neves, ainda assim o eleitor pernambucano deu a Dilma Rousseff 75% dos votos válidos no segundo turno.

No frigir dos ovos, tendo Lula no palanque, colocando João Paulo na majoritária e tirando Marília do páreo, Paulo Câmara nacionalizou a eleição, dividindo a disputa entre o palanque de Lula e o palanque de Temer. Apesar de os problemas serem estadualizados, quanto mais a eleição for nacionalizada, melhor para Paulo Câmara criar uma narrativa convincente para tentar garantir a sua reeleição e  consequentemente manter a hegemonia do PSB no estado por dezesseis anos.

(Blog Edmar Lyra)

Everaldo

Licenciado em Física pelo Instituto Federal do Sertão Pernambucano. Professor de matemática e física do Ensino fundamental e médio da rede estadual de Pernambuco. Jornalista registrado sob o número 6829/PE, o blogueiro Everaldo é casado com Amanda Scarpitta e pai de duas filhas lindas, Kassiane e Kauane. O foco principal do blog é informação com responsabilidade e coerência, doa a quem doer!

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