Às vésperas de sabatina de Messias ao STF, governo empenha R$ 12 bilhões em emendas em abril; PL de Bolsonaro vai receber R$ 479 milhões

Às vésperas da sabatina do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), o governo empenhou cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares.
Desses, R$ 10,7 bilhões estão dentro dos R$ 17,3 bilhões que o governo é obrigado a pagar no primeiro semestre de 2026, segundo calendário aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O cronograma prevê o pagamento de 65% das emendas individuais e de bancada a fundos de saúde e de assistência social e para as transferências especiais, conhecidas como “emendas PIX”, que podem ser aplicadas em qualquer finalidade.
Cenário por bancada
Com a maior bancada do Senado, com 15 parlamentares, o PL, principal partido de oposição, foi a legenda que mais teve recursos separados para pagamento, com R$ 479 milhões.
Em seguida vem o MDB, que conta com nove senadores e teve R$ 372,7 milhões empenhados.
O PSD, que tem 14 senadores, teve empenhados um total de R$ 366,2 milhões. Já para o PT, partido de Lula, o montante foi de R$ 281,2 milhões.
Os três senadores que mais tiveram recursos empenhados foram o líder do MDB, Eduardo Braga (AM), com R$ 71,2 milhões, Romário (PL-RJ), que teve R$ 68,7 milhões empenhados, e Jader Barbalho (MDB-PA), com R$ 62,4 milhões.
Além de Romário, outros quatro senadores de oposição aparecem como os mais contemplados:
- Angelo Coronel (Republicanos-BA), com R$ 55,8 milhões;
- Carlos Portinho (PL-RJ), com R$ 46,8 milhões;
- Wellington Fagundes (PL-MT), que teve R$ 45 milhões empenhados, e;
- Oriovisto Guimarães (PODEMOS-PR), com R$ 41,5 milhões.
Do g1

