Após Miguel Coelho garantir que será candidato ao Senado, deputado progressista diz que federação não aceitará candidatura avulsa
Não é à toa que os correligionários do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), estão convictos de que ele será, sim, um dos candidatos ao Senado Federal nas eleições deste ano. O próprio Miguel disse, em entrevista ao Programa Café no Ponto, na TV Nova, não ter dúvidas de que isso acontecerá.
“Nem que o União vá avulso”, cravou o ex-prefeito. Miguel afirmou, inclusive, já ter comunicado sua posição à governadora Raquel Lyra (PSD) e ao deputado federal Eduardo da Fonte (PP), também pré-candidato ao Senado.
Ele deixou claro que “não existe plano B” para 2026. A certeza de Miguel diz respeito à hipótese – cada vez mais provável – de não haver uma unidade na federação UB-PP. “Se a gente não tiver uma unidade, tá resolvido. Tanto eu quanto Dudu seremos candidatos avulsos ao Senado, e vamos deixar de fato quem é importante decidir, que é o povo pernambucano”, declarou.
Por sua vez, o deputado estadual Henrique Filho (PP), líder da bancada da Federação União Progressista na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), defende que a definição da candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026 seja construída de forma coletiva e institucional, por meio do diálogo entre os integrantes da federação formada pelo Progressistas e União Brasil.
A manifestação ocorre após declarações do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que afirmou, em entrevista recente, que mantém o seu projeto de disputar uma vaga ao Senado mesmo diante da possibilidade de não haver consenso interno na federação, admitindo inclusive a hipótese de uma candidatura avulsa.
Para Henrique Filho, a União Progressista foi criada justamente para fortalecer seus quadros políticos, ampliar sua representação e contribuir com o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o que exige unidade e construção conjunta das decisões estratégicas.
Do Carlos Britto

