De olho em impeachment de ministros do STF, coordenador da campanha de Flávio pode ser candidato à presidência do Senado
Em entrevista à GloboNews, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, confirmou que Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, é candidato à presidência do Senado. No Senado, o PL, partido de Flávio, elegeu 19 senadores e terá uma bancada de 28 senadores a partir de 2027.
O crescimento do Partido Liberal enfraqueceu Davi Alcolumbre na disputa pela reeleição ao comando da Casa em 2027.
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) disse recentemente que Alexandre de Moraes e Flávio Dino não têm condições de seguir no Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio também falou em indicar até seis nomes para a Corte, caso seja eleito.
Situação atual do STF:
- Luiz Fux deve sair em abril de 2028 – motivo: aposentadoria
- Cármen Lúcia em abril de 2029 – motivo: aposentadoria
- Gilmar Mendes está previsto para deixar a corte em dezembro de 2030 – motivo: aposentadoria
- Luís Roberto Barroso, anunciou sua aposentadoria em outubro de 2025
A vaga de Barroso continua em aberto devido à rejeição do AGU Jorge Messias. As outras duas vagas almejadas por Flávio só sairiam possíveis se houvessem renúncia ou via impeachment. Os dois na lista de Flávio seriam Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
Caso o senador Rogério Marinho seja eleito presidente do Senado, o PL e a Direita terão forças suficientes para pautar os impeachments de Moraes e Dino. Se de fato isso acontecesse, Flávio iria governar uma parte de seu mandato com oito ministros (STF tem 11 ministros) indicados por um Bolsonaro.
Seriam seis indicações num eventual governo de Flávio e duas durante a gestão do seu pai, Jair Bolsonaro. Os dois ministros são: Kassio Nunes Marques (Indicado em outubro de 2020) e André Mendonça (Indicado em novembro de 2021). Com essa conjuntura, as onze cadeiras do STF seriam completadas por Cristiano Zanin e Dias Toffoli, indicação de Lula, e Edson Fachin, indicado por Dilma.
